quarta-feira, 14 de setembro de 2016

DA ÁFRICA PARA BOLÍVIA
Cochabamba foi palco de mais um curso Internacional de Ginástica

Após o sucesso do curso de Ginástica Acrobática em Moçambique, segui para Cochabamba, desta vez para ministrar os cursos de Ginástica de Trampolim e Ginástica Artística da Federação Internacional.
Seis anos após o curso de coreografia que ministrei em Cochabamba, fiquei encantada com a evolução dos treinadores e ginastas da Bolívia. O primeiro impacto foi chegar no ginásio e ver que estava lotado de crianças praticando ginástica artística no Centro de Treinamento. Fui informada que lá estão em torno de 2000 jovens inscritos no esporte. Foi gratificante também rever os amigos bolivianos depois de tanto tempo.

Dá uma olhada nas fotos e diga se não é apaixonante:








Meus parceiros no curso de Ginástica Artística foram os experts Gustavo Sito (Argentina) e Andrés Llanos (Panamá). Já atuamos juntos a bastante tempo. E na Ginástica de Trampolim foi minha segunda experiência dividir o curso com Jose Miguel (Espanha) e Luis Nunes (Portugal), que tive o prazer de conhecer.

                                                          Andrés, Jose, Eu, Gustavo e Luis

Participaram do curso 18 treinadores na ginástica artística feminina, 12 na masculina e 8 no Trampolim. É de impressionar a quantidade de treinadores das Américas que buscam esses cursos de capacitação. O grupo era muito jovem de uma maneira geral, mas de um nível muito bom e obtiveram ótimos resultados nos exames práticos e teóricos.

Não posso deixar de destacar a atuação do brasileiro Wilson Pinheiro de Carvalho Filho, mais conhecido como "Brutus", que obteve a maior pontuação nos exames. Valeu Brutusssss!!!!
Parabéns também ao Filipe e ao Carlos, maiores resultados na ginástica masculina e no trampolim.

                                                             Filipe, Brutos e Carlos

Atribuo o sucesso do curso ao empenho de algumas pessoas, lá vai:

Fabricio Pinto, prresidente da Federação Boliviana de Ginástica, e querido amigo, que não poupou esforços para que tudo desse certo.


À super equipe do Fabrício, Gabriela e Carol, que nos ajudaram todo tempo atendendo a todas as necessidades. E à Natalia Sanches, ginasta da Colômbia que sempre tem nos ajudado com a demonstração dos exercícios


                                                          Natalia, Gabriela, Carol e Eu

Ao maravilhoso grupo de treinadores de diferentes países: Brasil, Bolivia, Nicarágua, México, Portugal, Argentina.


E por fim, parabéns aos ginastas e muito obrigada por nos auxiliarem. Afinal de contas tudo é feito para eles e em função deles.







quinta-feira, 8 de setembro de 2016



Calendário nacional da ginástica segue com competições em várias partes do Brasil


Próximo evento será o Brasileiro Juvenil de Ginástica Artística, em Belo Horizonte (MG), desta quinta-feira (8) a domingo (11)

Imagens: Ricardo Bufolim




Da redação, Santo André (SP) - Após o sucesso da ginástica nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o interesse pela modalidade aumentou ainda mais. Até dezembro, o público ainda pode acompanhar campeonatos de várias categorias em diversas partes do Brasil. 





Nesta semana, de quinta-feira (8) a domingo (11), o Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte (MG), será palco do Brasileiro Juvenil de Artística. Na sequência, de 22 a 25, será a vez do Brasileiro de Aeróbica das categorias infantil, infantojuvenil, juvenil e adulta, também na capital mineira, no Ginásio da Universidade Federal de Minas Gerais.

Em outubro, três estados recebem competições. De 7 a 9, São Bernardo do Campo (SP) será sede do Brasileiro de Acrobática das categorias infantil, juvenil, intermediária e adulta. Logo depois, de 13 a 16, será o Brasileiro Infantil de Artística, em Belém (PA). Para fechar o mês, de 18 a 23, será realizado o Brasileiro Júnior e Elite de Trampolim, em Contagem (MG).




Em novembro, de 1 a 6, ginastas da categoria pré-infantil de artística se reúnem no Brasileiro da categoria, em Natal (RN). Principais competições nacionais da artística adulta, o Brasileiro e a I Etapa Caixa serão de 8 a 13, em São Paulo (SP). Na semana seguinte, outro grande evento da ginástica: o Brasileiro, a Copa Brasil de Conjuntos e a II Etapa Caixa de Rítmica, de 16 a 20, em Aracaju (SE). Ainda pela rítmica, o tradicional Ilona Peuker das categorias pré-infantil, infantil, juvenil e adulta será de 23 a 26, em Florianópolis (SC).

O calendário nacional de 2016 será encerrado com uma grande festa. O Festival Gym Brasil, evento de ginástica para todos, modalidade que se baseia em danças, expressões folclóricas e jogos, será de 2 a 4 de dezembro, em Goiânia (GO).

Todas as competições nacionais de ginástica contam com entrada gratuita.

Fonte: Photo&Grafia

domingo, 4 de setembro de 2016


EU NA ÁFRICA

MOÇAMBIQUE INVESTE NA GINÁSTICA ACROBÁTICA

 Logo após finalizar os comentários da Ginástica Artística nos Jogos no SPORTV parti para Moçambique-África, para mais uma missão em prol da ginástica.
Desta vez Curso da Federação Internacional de Ginástica Acrobática.


Gente, que super experiência!! Ainda sob a magia dos Jogos Olímpicos me deparei com outra realidade. Um país lutando contra uma grave crise, mas com uma gente de dar inveja.
O curso foi na Academia Pedagógica de Moçambique- Escola de Educação Física, que tive o prazer de conhecer e ministrar as aulas, juntamente com dois grandes experts da Ginástica Acrobática e amigos, Prof. Lourenço França e Ana Úrsula, ambos de Portugal.


Nosso anfitrião para todos os assuntos foi o Prof. Dr. Edmundo Ribeiro e seus super assistentes Durcelia Abreu e José Manhiça, que nos levavam para todo lado e auxiliavam em tudo que era necessário. O Prof. Edmundo trabalha dando aulas de ginástica na Universidade Pedagógica e também atua na Federação de Ginástica de Moçambique.


Foram 7 dias intensos de muitas aulas, conhecimentos e troca de experiências.





 Parabéns a Federação de Ginástica de Moçambique e a todos os alunos participantes e ginastas, pelo empenho e dedicação durante as aulas e pelos resultados obtidos no exame após o curso.
Creio que estou fazendo parte de uma histórica implantação da ginástica acrobática em Moçambique. Espero que essa sementinha dê grandes frutos e em breve possamos ver ginastas de Moçambique em competições e a modalidade difundida no meio educacional.




VALEU MOÇAMBIQUE!!!!









terça-feira, 16 de agosto de 2016

Francisco Barretto Júnior levanta a torcida no último dia de ginástica artística na Rio 2016
Brasileiro foi finalista na barra fixa e conquistou um resultado inédito para o Brasil

Fotos Ricardo Bufolin


Rio de Janeiro (RJ) - Definitivamente, o Brasil se rendeu à ginástica artística nos Jogos Olímpicos. Durante todos os dias das apresentações da modalidade, a Arena Olímpica do Rio de Janeiro ficou lotada de uma torcida vibrante, que prestigiou os melhores ginastas do mundo. Nos aparelhos, os atletas deram show. O último brasileiro a sentir esse carinho foi Francisco Barretto Júnior, finalista da barra fixa e dono de um resultado inédito. 


Antes mesmo de entrar em ação nesta terça-feira (16), data do encerramento das decisões, Chico já havia feito história, já que foi o primeiro brasileiro a conquistar vaga na final da barra fixa, um dos aparelhos mais fantásticos da modalidade. Sexto a se apresentar, o ginasta fez uma série segura, que assegurou 15,208 pontos (6,900 de dificuldade e 8,308 de execução). Após a saída, o atleta comemorou muito com o técnico Cristiano Albino. Afinal, independentemente da nota, teve uma performance bastante precisa no aparelho em um dia que até os favoritos falharam na execução - como o holandês Epke Zonderland, campeão na barra fixa em Londres 2012, que sofreu uma queda após um voo. A pontuação rendeu a Chico o quinto lugar. No pódio, o alemão Fabian Hambuechen (15,766), o norte-americano Danell Leyva (15,500) e o britânico Nile Wilson (15,466).

Aos 26 anos, Chico se mostrou muito grato por tudo o que viveu na Rio 2016. Estar entre os cinco convocados, conquistar a sexta colocação inédita por equipe, ser finalista pela primeira vez na barra fixa e ter a família por perto trouxe sentimentos que ele nunca irá tirar da lembrança. "Há uns três anos, achava que uma final olímpica era impossível. Hoje estou aqui e fiquei a três décimos de uma medalha. Foi por pouco. Por isso, temos que acreditar sempre. Estou feliz por sair dessa arena sem dor, por amar o que faço, pela vontade que tenho de treinar cada vez mais. Realizei meu sonho de trazer toda a minha família para uma competição internacional, logo em uma Olimpíada. Isso me deixou realizado, ainda mais por ser em uma final de barra fixa, que é um dos aparelhos que mais gosto de fazer. Agora, quero ficar um tempo com eles, refletir tudo isso, ir à igreja, que é uma coisa que me deixa feliz, me acalma. Só tenho a agradecer. Confesso que sonhei em estar com a medalha no peito, mas, antes disso, tem muita coisa que já realizei nesses dias e isso não tem preço", comemorou.








Chico destacou que o objetivo principal era classificar a equipe para a decisão. A meta foi alcançada. Já a participação na final por aparelho era a segunda meta e seria consequência do bom trabalho da qualificatória. O ginasta quer continuar evoluindo para que novas conquistas sejam atingidas. "O nosso compromisso, maturidade e responsabilidade com os treinamentos deu resultado. Hoje fiz uma prova bonita aos olhos do expectador, mas tive três falhas técnicas que me custaram uma medalha. Mesmo assim, estou satisfeito por poder acertar a minha série, que é o que nós buscamos. Treinei e acreditei até o fim que poderia ser medalhista. Nível para isso mostrei que tenho, pois a minha nota de dificuldade era um décimo maior do que a do britânico. Ginástica é ginástica e ganha quem está melhor no momento. O importante é que sei que treinei muito e que a série estava encaixada. Me senti a vontade, totalmente em casa. Não quero parar por aqui", frisou.

Por equipe, com Chico, Arthur Nory Mariano, Arthur Zanetti, Diego Hypolito e Sérgio Sasaki, o Brasil garantiu a inédita sexta colocação. No solo, Diego e Nory foram prata e bronze, respectivamente. Nas argolas, Zanetti foi o segundo melhor. Com três medalhas, essa foi a melhor participação da ginástica artística brasileira em Jogos Olímpicos.

Após as apresentações da artística e do trampolim, será a vez da rítmica. A classificatória do individual, com Natália Gaudio, será na sexta-feira (19), das 10h20 às 17h50. Já as do conjunto serão no sábado (20), das 10h às 13h50.

Delegação brasileira de ginástica artística

Ginástica Artística Masculina
Ginastas: Arthur Nory Mariano, Arthur Zanetti, Diego Hypolito, Francisco Barretto Júnior e Sérgio Sasaki
Reservas: Caio Souza e Lucas Bitencourt
Técnicos: Cristiano Albino, Marcos Goto e Renato Araújo
Chefe de equipe: Leonardo Finco
Árbitro: Robson Caballero

Ginástica Artística Feminina
Ginastas: Daniele Hypolito, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira e Rebeca Andrade
Reserva: Carolyne Pedro
Técnicos: Alexander Alexandrov, Alexandre Carvalho, Francisco Porath Neto, Iryna Ilyashenko e Keli Kitaura
Chefe de equipe: Georgette Vidor
Árbitra: Yumi Sawasato


Fonte: Photegrafia

Ginástica artística: Arthur Zanetti garante a prata nas argolas nos Jogos Olímpicos
Flávia Saraiva ficou com a quinta colocação na trave; Francisco Barretto Júnior encerra as decisões nesta terça-feira (16)
Fotos Ricardo Bufolin


Rio de Janeiro (RJ) - Mais uma vez, a ginástica artística contou com um representante no pódio dos Jogos Olímpicos. Após a prata e o bronze de Diego Hypolito e Arthur Nory Mariano, respectivamente, no solo, nesta segunda-feira (15) foi a vez de Arthur Zanetti conquistar a segunda medalha olímpica da carreira, em dois ciclos consecutivos. Já o xodó da torcida, Flávia Saraiva, de apenas 16 anos, sagrou-se a quinta melhor atleta do mundo na trave. Esses são mais dois resultados importantes para a modalidade.

Atual campeão mundial, Eleftherios Petrounias foi o segundo a se apresentar nas argolas. O grego fez uma série perfeita, cravada, que rendeu 16,000 pontos (6,800 de dificuldade e 9,200 de execução). Todos os ginastas que vieram depois não conseguiam superá-lo. Aí chegou a vez de Zanetti, último atleta a fazer a série. Melhor do que a da classificatória, a rotina do brasileiro teve a mesma nota de partida do grego (6,800), porém um pouco mais baixa no quesito execução (8,966), totalizando 15,766. O russo Denis Abliazin completou o pódio, com 15,700.





Para Zanetti, essa prata tem gostinho de ouro. "Fiz bem a minha prova, saí satisfeito. Achei o resultado justo. Ginástica é feita de detalhes que fazem a diferença. Ele teve menos erros, mas, com certeza, a prata aqui dentro é uma alegria ainda maior do que o ouro lá fora. Foi maravilhoso e até mais difícil por defender o título no Brasil. Por isso, esse resultado tem um gostinho a mais. Competir com a torcida a favor me deu uma energia maior. Antes só tínhamos uma medalha, agora já temos mais três. Isso mostra que a ginástica artística brasileira vem crescendo muito", ressaltou Zanetti.


Técnico de Zanetti, Marcos Goto fez uma avaliação positiva do desempenho do ginasta e do momento da modalidade. "O Arthur entrou para fazer o melhor. A nota de partida dele e do Petrounias foi a mesma, mas tivemos algumas falhas e isso acabou descontando mais. As pontuações foram corretas. O grego está em fase muito boa e veio aqui para disputar esse ouro. Ginástica é momento e o Petrounias teve uma execução melhor e mereceu a vitória. Estou satisfeito. O trabalho com a ginástica vem sendo feito há muitos anos e o resultado vem a longo prazo. Já conquistamos três medalhas até agora e fomos sexto por equipe, com todos os ginastas em finais. Para nós, isso é um crescimento extraordinário", lembrou.

Assim como Zanetti, Flávia foi a última a se apresentar na trave. Com apenas 16 anos, a ginasta mais nova da delegação brasileira é estreante em Jogos Olímpicos. Com 14,533 (6,300 de dificuldade e 8,233 de execução), ficou na quinta colocação e foi ovacionada pela torcida. A campeã foi a holandesa Sanne Wevers (15,466), seguida pelas norte-americanas Lauren Hernandez (15,333) e Simone Biles (14,733).




"Já na minha primeira Olimpíada, ser a quinta melhor do mundo é uma emoção grande. Fiz o meu melhor e isso é o mais importante para mim. Sou nova e ainda tenho muita coisa pela frente. Vou treinar ainda mais para estar na próxima e, quem sabe, pegar essa mesma final, o que é sempre bom para o Brasil. Cada momento que vivi aqui foi especial. Agradeço a toda torcida, que me apoiou e me ajudou a ser a quinta melhor do mundo na trave", contou Flavinha, emocionada. 






Nesta terça-feira (16), será o último dia de ginástica artística nos Jogos Olímpicos, com participação de Francisco Barretto Júnior, finalista da barra fixa. As provas no aparelho serão das 15h30 às 16h15.

Programação

Terça-feira (16)
14h às 14h45: final paralelas GAM
14h45 às 15h30: final solo GAF
15h30 às 16h15: final barra fixa GAM (Francisco Barretto Júnior)

Fonte: Photoegrafia
Ginástica artística brasileira entra para a história e conquista duas medalhas no solo na Rio 2016
Diego Hypolito e Arthur Nory Mariano garantiram a prata e o bronze, respectivamente; mais três brasileiros participam das finais olímpicas

Fotos Ricardo Bufolin


Rio de Janeiro (RJ) - Impossível traduzir em uma palavra o que Diego Hypolito e Arthur Nory Mariano sentiram neste domingo (14). Sentimentos como superação, gratidão e alegria passaram pela cabeça da dupla de ginastas, que escreveu para sempre os nomes na história da modalidade. Para a torcida presente na Arena Olímpica do Rio, o orgulho por ver dois brasileiros no pódio dos Jogos Olímpicos falou mais alto.

Atual campeão olímpico por equipe e no individual geral, o japonês Kohei Uchimura abriu as apresentações no solo, com 15,241 pontos. Diego veio logo depois, fez uma série segura e, logo na saída, abraçou com gratidão o técnico Marcos Goto. A série assegurou ao ginasta 15,533 (6,800 de dificuldade e 8,733 de execução) e arrancou aplausos da torcida. Na sequência, veio o britânico Max Whitlock, com 15,633. A essa altura, Diego era o segundo na classificação e precisou segurar a ansiedade e esperar outros cincos ginastas entraram no tablado, entre eles o companheiro de Seleção Nory. Com uma série mais difícil do que a da classificatória, o brasileiro garantiu 15,433 (6,700 de dificuldade e 8,733 de execução) e o terceiro lugar. Bastavam apenas três atletas. Enquanto Diego chorava, Nory abaixou-se no chão. Passava um filme na cabeça por toda a dedicação que tiveram até chegar a esse momento histórico. Felizmente, o trabalho foi coroado com louvor. Nenhum dos três ginastas seguintes superaram as notas dos brasileiros. A dobradinha inédita no pódio deixou Diego, Nory e o público em êxtase. A ginástica artística brasileira entrava, definitivamente, para a história olímpica.






"Esse é o dia mais importante da minha vida", resumiu Diego. "Na hora que eu estava competindo, tentei me isolar de tudo que pudesse me atrapalhar. Já participei de outros dois Jogos Olímpicos, quando vivi momentos difíceis, mas consegui me superar. Na minha última passada veio na minha cabeça um filme de Pequim e Londres e só pensei em tirar isso, pois sei o quanto trabalhei para ter essa oportunidade novamente. Essa medalha me mostrou que temos que sonhar alto para alcançar. Nunca deixei de acreditar. Tudo valeu a pena. Amo demais o que faço e não vou parar com a ginástica. O Marcos Goto é um técnico campeão e merecedor dessa medalha", completou.

Marcos Goto foi o responsável pelos treinamentos de Diego nos últimos meses. Por tudo o que trabalharam juntos na reta final, Diego tem por ele grande gratidão e respeito. Para o exigente treinador, o ginasta se dedicou ao máximo e merece ter subido ao pódio. "O volume de trabalho do Diego foi bem alto, mas ele acreditou no planejamento que montamos e seguiu tudo a risca. Disse que com a quantidade de repetições, ele teria mais segurança para competir bem. Realmente, ele chegou mais confiante. Treinar ao lado do Arthur deu a ele uma confiança muito grande. O Arthur não reclama de nada, não se opõe, faz tudo o que é planejado para ele. O Diego seguiu essa mesma linha. Acredito que tudo conspira a nosso favor quando agimos corretamente. A minha escola é a vida. As coisas são conquistadas pela luta, trabalho, dedicação e, principalmente, disciplina. Para mim, disciplina é tudo", reforçou Marcos, também treinador de Arthur Zanetti, campeão olímpico nas argolas em Londres 2012.







Fã número um e maior inspiração de Diego, Daniele Hypolito era só emoção após a medalha do irmão mais novo. Quando se encontraram, Diego não parava de agradecer a irmã. Segundo Dani, o trabalho do ginasta foi coroado da melhor maneira possível. "Ter a oportunidade de estar presente e ver a final do meu irmão de pertinho foi muito bom. Só o fato dele estar competindo em casa, feliz e na terceira Olimpíada da carreira já era uma conquista para nós, mas ele foi coroado com a tão sonhada medalha olímpica. Só tenho a parabenizar os garotos", contou, emocionada.

O pódio olímpico do solo foi um verdadeiro encontro de gerações. Se Diego tem 30 anos e participou da terceira edição de Jogos Olímpicos da carreira, Nory, de 22, estava estreando. Sempre sorridente, Nory frisou que acabava de realizar um sonho antigo. "Depois que fiz a minha série eu estava tão feliz, tão grato por tudo, que deitei no chão e agradeci pela oportunidade de ter dado o meu máximo. Tudo deu certo. Chegou o grande dia, agora sou medalhista olímpico. Sempre acreditei que conseguiria. Batalhei diariamente para chegar até aqui e nunca desisti. Vim para fazer o que sonhei a minha vida inteira. Vou seguir trabalhando para melhorar ainda mais para 2020", brincou, referindo-se aos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Técnico de Nory há muitos anos, Cristiano Albino não conteve as lágrimas ao ver o ginasta brilhando no pódio olímpico. "Sempre acreditei que o Nory tinha chance. O solo dele é bom e ele demonstrou isso aqui mais uma vez, mas sabíamos que o único jeito que tínhamos de buscar uma medalha era aumentando a nota de partida. Após a final do individuai geral, focamos totalmente nisso. Estudamos e vimos o que melhor se encaixava na série e desse mais confiança para ele. Treinamos alguns elementos que ele já fazia e que poderia dar um acréscimo na nota de partida. Deu certo. Esse é o resultado de um trabalho de longa data. A ginástica teve uma evolução muito grande, principalmente nos dois últimos ciclos. Nós passamos a ser referência para outros países", destacou.

Nesta segunda-feira (15), no segundo dia de finais por aparelhos, Arthur Zanetti participa da decisão das argolas, das 14h às 14h45, e Flávia Saraiva da trave, das 15h40 às 16h25. No dia seguinte, Francisco Barretto Júnior está entre os oito finalistas da barra fixa.

Fonte: Photoegrafia