segunda-feira, 13 de agosto de 2012

AGUARDEM! NADIA COMANECI NO RIO DE JANEIRO!


Queridos amigos, já estou de volta a minha rotina. Mas antes de retornar registrei a entrevista exclusiva que a Nádia Comaneci concedeu ao Sportv no London Hilton On Park Lane Hotel.

Nádia falou da importância de se ter um ídolo para desenvolver a ginástica e como a medalha de ouro de Arthur Zanetti pode ajudar no desenvolvimento do esporte no Brasil. Ela também se disse surpresa com o nível técnico da competição e que nunca poderia imaginar que a ginástica chegaria a esse grau de dificuldade.

Aproveitando a proximidade com a musa da Ginástica a convidei para ser madrinha do V TORNEIO ESTUDANTIL DE GINÁSTICA DO RIO DE JANEIRO, que acontecerá no dia 27 de Outubro no Maracanãzinho. E não é que ela aceitou!!

Agora é torcer para conseguir viabilizar a vinda de Nádia Comaneci ao Rio de Janeiro, que já conta com o apoio da Secretária Estadual de Esportes Marcia Lins.

Nossas crianças merecem esse encontro com a Ginasta nota 10, e vamos começar o ciclo olímpico inspirados por quem é medalha de ouro!

Assista ao vídeo:
Com o ouro, ginástica vai explodir no Brasil, prevê Nádia Comaneci

Beijos
Andrea João

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Volta para casa


Queridos, estou no aeroporto, voltando ao Brasil.

Assim que possível responderei a todos.

 Obrigada pelo carinho.


Beijos, Andrea

Quase como celebridade, Arthur Zanetti chega ao Brasil com o ouro



Ginasta é recepcionado com festa por amigos e familiares e deixa saguão do aeroporto cercado por seguranças

SportvPor Marcos Guerra São Paulo

O campeão olímpico Arthur Zanetti foi recebido quase como celebridade em sua chegada ao Brasil, na manhã desta quinta-feira. O primeiro medalhista brasileiro da ginástica em Olimpíadas foi rapidamente cercado por jornalistas, poucos fãs e muitos curiosos no desembarque no Aeroporto de Cumbica, em São Paulo. Acompanhado por seguranças, ele passou rapidamente pelo saguão, exibindo um grande sorriso no rosto e o ouro conquistado nas argolas no peito.
- Nunca vi isso na minha vida. Até fiquei assustado, mas faz parte. Acaba dando mais motivação - disse Zanetti.

Amigos de treinos, técnicos e familiares compareceram em peso à recepção. Eles acordaram cedo e carregaram faixas para parabenizar o campeão. Apesar da festa, quase nenhum amigo do ginasta conseguiu conversar com ele no aeroporto, mas ninguém reclamou. Pelo contrário, todos brincaram com o tumulto.
A avó, dona Neide, que levava Arthur aos treinos quando garoto, foi uma das poucas pessoas que deram um abraço no ginasta. Ela se antecipou aos jornalistas e entrou na área restrita de desembarque para falar com o neto, assim como os pais do ginasta. Os dois estavam em Londres, mas voltaram um dia antes do filho.
- Não esperava tanta gente assim, mas primeiro tem de ser a mãe e a avó - disse Neide, entre risos.
A festa de boas-vindas a Arthur Zanetti continuará em São Caetano do Sul, cidade onde ele nasceu, cresceu e treina há 15 anos.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O OURO DO “REI ARTHUR ZANETTI” NA GINÁSTICA




Nada combina mais com a realeza do que o ouro, e essa foi a combinação perfeita entre o ginasta carinhosamente chamado de “REI ARTHUR ZANETTI” e sua gloriosa medalha de ouro nas argolas da Ginástica Artística.  
                A imagem não podia ser mais bonita, quando ele finalizou a saída após uma apresentação impecável, e abriu o largo sorriso de campeão. A emoção foi total quando saiu a nota, confirmando que Arthur Nabarrete Zanetti se tornava, naquele momento, o detentor da primeira medalha olímpica da Ginástica Brasileira. Arthur não só conquistou a medalha como foi o primeiro ginasta da América Latina a ganhar um ouro olímpico.
                Enquanto a festa acontecia na Arena de North Greenwhich e em todo o Brasil, eu chorava copiosamente. Fui tomada por um sentimento de grande emoção e de orgulho pela vitória, e por alguns segundos refleti sobre todas as dificuldades que o esporte atravessa para sobreviver no Brasil.
A falta de investimentos no esporte de base, a falta de reconhecimento pelo trabalho do professor de educação física, o esporte quase inexistente na escola, os baixos salários dos treinadores, os colaboradores de Federações e Confederações que trabalham voluntariamente, e etc..,etc...., são alguns dos inúmeros obstáculos que dificultam o desenvolvimento do esporte no Brasil. Fica então a pergunta: Como produzimos um campeão olímpico? Ainda contamos com o esforço e investimento pessoal dos atletas, familiares e treinadores. Os mais desinformados devem se perguntar, porque isso acontece se nunca tivemos tanta verba aplicada no esporte. É verdade, mas o que acontece é que os investimentos ainda são voltados para o alto rendimento, e pouco se faz pela formação de novos esportistas. Dessa forma os novatos que não tem condições de se manter treinando até conquistar algum resultado expressivo ficam pelo meio do caminho e assim muitos talentos são desperdiçados.
Então pensei que o ouro do Arthur tem um gostinho de superação misturado com muita determinação e é claro com o talento dele e do seu treinador Marcos Goto.
Parabenizo o ginasta, a CBG na gestão da Professora Maria Luciene Resende, o Comitê Olímpico, o SERC de Santa Maria, familiares, instituições e amigos que ajudaram nosso ginasta a alcançar este êxito.
                Quero deixar registrado que tive a honra de comentar a prova de argolas de Arthur Zanetti, o brasileiro que com muito orgulho deu ao Brasil a primeira medalha olímpica de ouro da Ginástica Brasileira. Desejo ao Arthur que aproveite muito este sucesso, mas que não se esqueça de que 2016 vêm aí e o Brasil está lhe esperando para brilhar dentro de casa.

Beijos
Andrea João

OBS: Na foto a visita de Arthur Zanetti e Marcos Goto aos estúdios do Sportv em Londres, onde concederam entrevista exclusiva para o canal.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Arthur Zanetti leva o ouro nas argolas



Ginasta brasileiro faz 15.900 pontos e desbanca o favorito chinês Chen Yibing

Por Globo.com LONDRES - O Brasil é ouro nas argolas. O brasileiro Arthur Zanetti surpreendeu na manhã desta segunda-feira, fez 15.900 pontos, e desbancou o favorito chinês Chen Yibing na final olímpica, na Arena de North Greenwich. Este é o segundo ouro do país em Londres. O outro foi conquistado por Sarah Menezes, do judô, no primeiro dia de Olimpíadas.
- Não fiquei olhando as séries dos outros. Demorou um pouco para sair minha nota, mas foi maravilhosa a espera - vibrou Zanetti em entrevista ao SporTV.
Zanetti foi o último a competir. Enquanto o brasileiro executava com maestria seus movimentos, o chinês, que liderava até então, assistia atentamente ao lado, esperando pela confirmação de seu ouro. Porém, quando a nota saiu, uma surpresa. O brasileiro, com 100 pontos a mais, era o novo campeão olímpico, para surpresa de todos. A medalha é a primeira do Brasil na ginástica artística na história das Olimpíadas.
- Queria muito ganhar essa medalha não só por mim, mas para a ginástica toda. Espero que o esporte mude para melhor. Precisa mudar - disse o ginasta de 22 anos, de São Caetano do Sul.

Nas eliminatórias, Zanetti já tinha feito uma boa apresentação. Acabou com a quarta maior nota ao somar 15.616. À sua frente, apenas Chen, com 15.858, o italiano Matteo Morandi, com 15.766 e o russo Aleksandr Balandin, com 15.666. Na final, o ginasta da Itália completou o pódio levando o bronze.
Brasileiro foi vice mundial em 2011
Arthur Zanetti começou sua trajetória na ginástica artística com apenas sete anos, no clube SERC Santa Maria, em São Caetano do Sul, onde treina até hoje. Seu pai, Arquimedes, construiu os primeiros aparelhos para o jovem Arthur treinar, graças ao incentivo de um professor de educação física, que viu em Zanetti características físicas adequadas para a prática do esporte.

Desde o início, Zanetti se tornou especialista na prova de argolas, sendo campeão nacional infantil em 2004, juvenil em 2005 e o primeiro ginasta brasileiro finalista da categoria no Campeonato Mundial, com um quarto lugar, em 2009. Sua primeira medalha em competições adultas veio no Pan-americano de Guadalajara, quando conquistou a prata nas argolas e o inédito ouro por equipes.

A vaga em Londres veio com mais uma prata, no mundial pré-olímpico, em 2011. No mesmo ano conquistou seu primeiro ouro, na Universíade, disputada na China. Poucos meses depois, confirmou sua presença entre os melhores do mundo com a prata no mundial. O ouro ficou com o campeão olímpico em Pequim e tricampeão mundial Chen Yibing, segundo lugar em Londres.

Confira a classificação final da prova de argolas:
1° - Arthur Zanetti (BRA) - 15.900
2° - Yibing Chen (CHN) – 15.800
3° - Matteo Morandi (ITA) – 15.733
4° - Aleksandr Balandin (RUS) – 15.666
5° Denis Ablyazin (RUS) – 15.633
6° - Tommy Ramos (PRI) – 15.600
7° - Iordan Iovtchev (BUL) – 15.108
8° - Federico Molinari (ARG) – 14.733

domingo, 5 de agosto de 2012


Queridos amigos, neste dia de intervalo que não tivemos a Ginástica Artística fui prestigiar a competição de outra modalidade tão espetacular que é a Ginástica de Trampolim. A final foi uma disputa emocionante entre a Canadense Maclennan que venceu, com a maior nota de dificuldade, a chinesa Huang, que foi medalhista de bronze em Atenas.
Confira os resultados

1) MACLENNAN Rosannagh CAN = 15.400 25.600 16.305 57.305
2) HUANG Shanshan CHN = 15.000 25.400 16.330 56.730
3) HE Wenna CHN = 14.800 24.800 16.350 55.950

E ainda tive o prazer de desfrutar da companhia da nossa querida presidente da Confederação Brasileira de Ginástica Maria Luciene Resende, do supervisor das seleções Kleyler Mourthe e da Prof. Marcia Versiane.

Hoje comento as finais por aparelhos e cada vez mais aumenta a expectativa pela prova do nosso ginasta Artur Zanetti. Vamos torcer juntos!

Bjos
Andrea 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Assista ao vídeo que conta a história da Ginástica Artística nas Olimpíadas




http://globotv.globo.com/sportv/sportv-reporter/t/ultimos/v/sportv-reporter-ginastica-artistica-um-salto-na-historia-edicao-de-14-de-julho/2047167/ 

UCHIMURA E DOUGLAS SÃO OS NOVOS CAMPEÕES OLÍMPICOS DA GINÁSTICA


Confirmando o favoritismo o japonês Kohei Uchimura e a americana Gabby Douglas tornaram-se campeões olímpicos na disputa que definiu o atleta mais completo da Ginástica Artística.
No masculino o nome de Uchimura já era considerado por unanimidade como vencedor, mas no feminino existia ainda uma forte concorrência entre Gabby Douglas, Jordy Weiber e Aly Raisman, dos Estados Unidos, Victoria Komova e Alia Mustafina da Rússia e Larissa Lordache da Romênia. A Norte-americana, Gabby Douglas, terminou a classificatória atrás de Komova, mas na final a ginasta da Rússia falhou no salto e Gabby passou sem falhas pelas quatro provas, conquistando o ouro.
Não posso deixar de mencionar a grande participação do ginasta brasileiro Sérgio Sasaki, no individual geral. Pela primeira vez um ginasta conseguiu terminar entre os dez melhores ginastas do mundo. Isso significa que estamos cada vez mais perto das maiores potências da ginástica. Fiquei orgulhosa com a participação impecável que ele teve na classificatória. Com muita determinação o ginasta brasileiro fez as seis provas sem erros, mostrando técnica e uma ótima qualidade na execução, que lhe valeu a classificação para a final, na qual um pequeno desequilíbrio na argola e duas aterrissagens inseguras no solo lhe custaram alguns décimos, mas nada que tirasse o brilho da sua participação.
 Além de parabenizar o Sasaki, que acompanho a bastante tempo, quero parabenizar os técnicos responsáveis por seu sucesso: Fernando Lopes , Marcos Goto e atualmente o Renato Araújo, além do clube Flamengo, da CBG, Comitê Olímpico e todas as instituições e pessoas que lhe dão estrutura e suporte para alcançar este magnífico resultado.
Hoje tivemos a oportunidade de estar com o Sérgio Sasaki e a Bruna Leal (sua namorada), melhor ginasta do Brasil classificada no individual geral, para um bate papo nos estúdios do SPORTV.
Agora vamos torcer para o Arthur Zanetti, e quem sabe comemorar a primeira medalha olímpica da ginástica brasileira!!!!!!!


Beijos,
Andrea


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Aos 16, americana bate vice-campeã mundial e leva outro ouro na ginástica


Melhor ginasta da seletiva americana e ouro por equipes nos Jogos, Gabrielle Douglas supera russa Victoria Komova na final do individual geral em Londres

Por GLOBOESPORTE.COM Londres

Campeã da seletiva americana para os Jogos de Londres e uma das principais revelações da ginástica artística mundial, Gabrielle Douglas confirmou o favoritismo e levou mais um ouro olímpico, dessa vez, no individual geral, nesta quinta-feira, na Arena de North Greenwich. Com uma atuação brilhante, a jovem de 16 anos somou 62.232 pontos e tornou-se a ginasta mais completa da competição. Apelidada de "esquilo voador" pelo seu desempenho aéreo nas barras assimétricas, ela competiu em quatro aparelhos (salto, solo, assimétricas e trave). Na última terça-feira, os Estados Unidos conquistaram o lugar mais alto do pódiona disputa por equipes feminina, com Gabrielle, Jordyn Wieber, Alexandra Raisman, Kyla Ross e McKayla Maroney.
A russa Victoria Komova lutou até o fim pelo ouro, fez uma apresentação de solo perfeita, mas não conseguiu alcançar a rival e caiu no choro. Com 61.973 pontos, a vice-campeã mundial e agora olímpica foi mais uma vez batida por uma americana no individual geral, assim como no Mundial de Tóquio, no ano passado, quando foi superada por Jordyn Wieber. A russa Aliya Mustafina completou o pódio na capital britânica, com 59.566.

A americana Alexandra Raisman atingiu 59.566 pontos e ficou na quarta colocação geral. Com a terceira melhor nas eliminatórias da prova, a compatriota Jordyn Wieber não pôde disputar a final, já que as companheiras de equipe tiveram as duas melhores notas e cada país pode levar apenas duas atletas. Ouro no individual geral do Mundial de 2011, sua primeira competição internacional, ela era uma forte candidata a ocupar o topo do pódio em Londres.

Confira a pontuação das três primeiras colocadas no individual geral:

1º lugar - Gabrielle Douglas (EUA)
Salto - 15.966 pontos
Solo - 15.033
Barras assimétricas - 15.733
Trave - 15.500

2º lugar - Victoria Komova (Rússia)
Salto - 15.466
Solo - 15.100
Barras assimétricas - 15.966
Trave - 15.441

3º lugar - Aliya Mustafina (Rússia)
Salto - 15.233
Solo - 14.600
Barras assimétricas - 16.100
Trave - 13.633



Diego Hypólito vira página: 'Não vai ser um obstáculo que me fará desistir'


Ginasta brasileiro reconhece que segunda queda em Jogos Olímpicos vai ficar marcada em sua cabeça, mas já começa a pensar no futuro




Desde sábado, quando viu o sonho da medalha olímpica ir por água abaixo Diego Hypólito já assistiu várias vezes o vídeo de sua prova. Seguiu sem entender ao certo, no entanto, o que fez a perna bambear logo na hora em que mais precisava dela, nas eliminatórias do solo dos Jogos Olímpicos de Londres. Seja lá qual for o motivo, o incidente já faz parte do passado. O ginasta brasileiro quer agora descansar durante um mês para, em seguida, operar o pé direito e recomeçar a preparação em busca do pódio que ainda lhe falta. “Eu tenho sempre pensamentos positivos, tenho meus sonhos claros. Não vai ser uma competição, um obstáculo, que vai me fazer desistir. Eu fico triste, é inevitável. Mais uma vez eu chorei de decepção, mas, ao mesmo tempo, não posso negar que evoluí nesses quatro anos”, desabafou o ginasta, em entrevista ao SporTV, após rever sua prova, percebendo que as pernas não estavam firmes impedindo na hora da impulsão para subir e executar o salto. 
            Mas esses são fatores práticos que o levaram à queda. O ginasta ainda não conseguiu entender o que fez perder a firmeza na hora da apresentação. “Acabei caindo de cara no chão. O meu sonho não aconteceu aqui. Mais uma vez eu tive uma falha, que marca muito na minha cabeça, e imagino que marque também na cabeça das pessoas. Pode ter sido emocional, pode ter sido por eu ter ficado nervoso, por ter treinado pouco. Mas, na hora que entrei na competição, eu estava seguro. Fiquei muito decepcionado, muito frustrado. A gente nunca treina para errar”, lamentou Hypólito.
Diego sabe que as duas experiências ruins nos Jogos Olímpicos, ambas marcadas por quedas, acabam ganhando um peso grande em sua carreira. O que resta agora é tentar transformar os momentos ruins em lição para os próximos desafios. “Tenho que sair daqui colhendo frutos positivos. Eu não sonhava chegar aqui e ter uma queda. Mas, agora que aconteceu, a gente junta todos os caquinhos e pensa em tudo o que fez. Infelizmente, pela segunda vez nas Olimpíadas, não tenho um desempenho dentro do que esperava. Mas tenho certeza que vou tirar coisas positivas disso”, conclui. 







Décimo lugar coloca Sasaki em outro patamar, afirma Mosiah Rodrigues


Para o ex-ginasta, brasileiro obteve um excelente resultado em Londres e tem todas as condições de brigar por medalhas nas Olimpíadas de 2016




O ginasta Sergio Sasaki não ocupou um lugar no pódio nas Olimpíadas, mas subiu um degrau importante na carreira, na opinião do comentarista do SporTV e ex-atleta olímpico Mosiah Rodrigues. Para ele, ao conseguir o 10º lugar, o brasileiro chegou a um novo patamar na modalidade e tem muitas chances de brigar por medalhas na próxima edição dos Jogos, em 2016, no Rio de Janeiro. “Ele tinha uma meta, que era chegar entre os dez melhores, e conseguiu. Agora ele entrou num grupo muito seleto, que são os dez melhores do mundo, e vai ser mais visado daqui pra frente. Tenho certeza que, no Brasil, ele vai brigar pelo pódio. Achei que não ia ver isso tão cedo. Ele está muito bem”, afirmou Mosiah , que competiu em Atenas-2004, e sabe bem qual o sentimento do ginasta brasileiro após ter conseguido um resultado tão expressivo na final individual, algo inédito para a modalidade no país.
Em 2004, Mosiah não conseguiu a classificação, mas saiu satisfeito com o 30º lugar na classificatória - a exemplo de Londres, os 24 primeiros passavam para a final. “Ele vai sair da Olimpíada como eu saí da minha, com sentimento de dever cumprido, de tarefa cumprida. Ele fez o que se propôs a fazer e isso é o mais importante: voltar com os objetivos atingidos”, afirmou o ex-atleta.
O comentarista ficou surpreso positivamente com o comportamento de Sasaki, de apenas 20 anos, e considerou sua postura importante para buscar um resultado ainda melhor no Brasil. “Ele competiu muito bem. O Sasaki é um ginasta muito novo, me surpreendeu a maturidade com que ele encarou as primeiras Olimpíadas dele. Apesar de novo, competiu como um veterano. Agora é treinar e melhorar este resultado para brigar por medalha. Ele é novo, tem condições reais de conseguir em 2016”, disse Mosiah.
Apesar das pequenas falhas do brasileiro no solo e na argola, Mosiah Rodrigues considerou a apresentação excelente. “Foram falhas muito pequenas. Pode tirar alguém do pódio, mas não era o caso. Aquelas falhas não alteraram em nada a colocação e a competição dele. Quando se está brigando pelo ouro faz toda a diferença, mas para ele não alterou no resultado final”, diz.
Na avaliação do ex-atleta olímpico, o resultado do jovem ginasta reflete o trabalho que vem sendo desenvolvido no Brasil. “A gente vem crescendo, é notório. É difícil, há diversos países muito tradicionais e superá-los é complicado, mas estamos conseguindo fazer isso de uma maneira crescente, sólida, e os resultados estão vindo. E tem mais Brasil ainda para competir”, disse Mosiah se referindo ao ginasta Arthur Zanetti, que garantiu a classificação para a final nas argolas e brigará por medalha na próxima segunda-feira, dia 6 de agosto, às 10h (horário de Brasília).
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