quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Décimo lugar coloca Sasaki em outro patamar, afirma Mosiah Rodrigues


Para o ex-ginasta, brasileiro obteve um excelente resultado em Londres e tem todas as condições de brigar por medalhas nas Olimpíadas de 2016




O ginasta Sergio Sasaki não ocupou um lugar no pódio nas Olimpíadas, mas subiu um degrau importante na carreira, na opinião do comentarista do SporTV e ex-atleta olímpico Mosiah Rodrigues. Para ele, ao conseguir o 10º lugar, o brasileiro chegou a um novo patamar na modalidade e tem muitas chances de brigar por medalhas na próxima edição dos Jogos, em 2016, no Rio de Janeiro. “Ele tinha uma meta, que era chegar entre os dez melhores, e conseguiu. Agora ele entrou num grupo muito seleto, que são os dez melhores do mundo, e vai ser mais visado daqui pra frente. Tenho certeza que, no Brasil, ele vai brigar pelo pódio. Achei que não ia ver isso tão cedo. Ele está muito bem”, afirmou Mosiah , que competiu em Atenas-2004, e sabe bem qual o sentimento do ginasta brasileiro após ter conseguido um resultado tão expressivo na final individual, algo inédito para a modalidade no país.
Em 2004, Mosiah não conseguiu a classificação, mas saiu satisfeito com o 30º lugar na classificatória - a exemplo de Londres, os 24 primeiros passavam para a final. “Ele vai sair da Olimpíada como eu saí da minha, com sentimento de dever cumprido, de tarefa cumprida. Ele fez o que se propôs a fazer e isso é o mais importante: voltar com os objetivos atingidos”, afirmou o ex-atleta.
O comentarista ficou surpreso positivamente com o comportamento de Sasaki, de apenas 20 anos, e considerou sua postura importante para buscar um resultado ainda melhor no Brasil. “Ele competiu muito bem. O Sasaki é um ginasta muito novo, me surpreendeu a maturidade com que ele encarou as primeiras Olimpíadas dele. Apesar de novo, competiu como um veterano. Agora é treinar e melhorar este resultado para brigar por medalha. Ele é novo, tem condições reais de conseguir em 2016”, disse Mosiah.
Apesar das pequenas falhas do brasileiro no solo e na argola, Mosiah Rodrigues considerou a apresentação excelente. “Foram falhas muito pequenas. Pode tirar alguém do pódio, mas não era o caso. Aquelas falhas não alteraram em nada a colocação e a competição dele. Quando se está brigando pelo ouro faz toda a diferença, mas para ele não alterou no resultado final”, diz.
Na avaliação do ex-atleta olímpico, o resultado do jovem ginasta reflete o trabalho que vem sendo desenvolvido no Brasil. “A gente vem crescendo, é notório. É difícil, há diversos países muito tradicionais e superá-los é complicado, mas estamos conseguindo fazer isso de uma maneira crescente, sólida, e os resultados estão vindo. E tem mais Brasil ainda para competir”, disse Mosiah se referindo ao ginasta Arthur Zanetti, que garantiu a classificação para a final nas argolas e brigará por medalha na próxima segunda-feira, dia 6 de agosto, às 10h (horário de Brasília).
O SporTV transmite os Jogos em quatro canais HD

2 comentários:

  1. Parabéns pela excelente transmissão da ginástica.

    Abraços Ginásticos

    René Léon

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  2. Prezada Andrea,
    Possuo imenso respeito por seu trabalho e a admiro por sua simpatia e educação, motivos pelos quais a parabenizo neste momento.
    no que tange aos aspectos da campanha de nossos ginastas, tenho apenas uma observação que creio ser relevante: - Se os mandatários das verbas oficiais e dos patrocínios privados não se preocupassem apenas com o nosso judô e com nosso volei, tenho certeza de que teríamos muito maior representatividade em eventos similares. Isto porque, sem dúvida alguma, sinto que os recursos estejam circulando apenas entre alguns privilegiados em detrimento da imensa maioria de nossos verdadeiros Atletas, que não são profissionais e que competem apenas por questões ideológicas.
    Infelizmente, os dirigentes de nosso comitê olímpico se preocupam em alugar castelos, hotéis de luxo, apartamentos no centro londrino e fornecem serviços exclusivos de cozinha brasileira apenas para seus eleitos, enquanto que outros atletas sequer têm seus técnicos juntos de si numa ocasião tão importante como a atual. Mesmo assim, os resultados deixam muito a desejar... inclusive e sobretudo os resultados dos privilegiados pelo nosso comitê olímpico.
    Caso esse clube de privilegiados continue a existir até 2016, seguramente nossa participação será tão melindrosa e insignificante quanto as anteriores e a atual.
    Finalizando, espero e desejo muito que você não faça parte desse clube, até porque se você compartilhar dos mesmos pensamentos de nossos dirigentes esta publicação será deletada... infelizmente.

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